domingo, 28 de agosto de 2011

West Highland White Terrier

A origem dos West Highland White Terrier, ou Westie para os mais íntimos, é um tanto polêmica, mas a grande maioria dos pesquisadores aceita que sejam descendentes dos antigos terriers da Escócia, especialmente dos Cairn Terrier.

Atribui-se a fixação das principais características a um criador chamado Coronel Malcolm, que criava os seus Terriers de diversas cores e após ter atingido um de seus cães preferidos numa caçada por confundi-lo com uma raposa, passou a dedicar-se à criação dos exemplares brancos, com os quais jamais correria o risco de um novo acidente.

A partir daí, vários criadores iniciaram projetos no mesmo sentido, e em 1907, a raça foi reconhecida pelo The Kennel Club da Inglaterra, que em 1924 determinou, que os cruzamentos entre os exemplares brancos (Westies) e os outros cairn terriers (de cores diferentes) estava proibido.

Os Westies foram desenvolvidos para a caça de pequenos animais, roedores e outros pequenos mamíferos. O trabalho dos Westies nas caçadas era entrar nas tocas e afugentar a presa para fora. Para isso, deveriam ter grande agilidade, força para escavar suas tocas e uma mordida poderosa considerado seu tamanho diminuto.

Imagem do site da Purina - ColômbiaHoje em dia, mesmo em países em que a caça é permitida, os Westies são basicamente cães de companhia. No entanto, os clubes da raça promovem torneios nos quais é testado o seu instinto de caçador. Os cães são colocados diante de buracos preparados pelos organizadores e devem encontrar a presa ao final de um labirinto de túneis. Ganha aquele que for mais rápido na busca e conseguir sair do túnel sozinho no menor tempo.

Com tantas qualidades, os Westies logo conquistaram admiradores em vários países da Europa e mais recentemente, nos Estados Unidos. Em 1996, o Westie foi a terceira raça mais registrada pelo The Kennel Club da Inglaterra e na França foi a oitava.


Como todo terrier, o Westie tem uma personalidade forte e muito charme. Sua pelagem e o formato arredondado da cabeça, dão-lhe uma aparência de ‘bichinho-de-pelúcia’, o que está muito longe de suas reais qualidades e pode levar a enganos: o Westie precisa de um dono que além de apreciar sua beleza, possa dispor de tempo para promover atividade física e diversão, essenciais para seu bom desenvolvimento psicológico.

Bastante ativo e brincalhão, o Westie é muito resistente fisicamente, podendo acompanhar os donos em longos passeios e caminhadas. Muito afetuoso com as pessoas da casa, é um cão que prefere sempre acompanhar as atividades familiares e não gosta de solidão. Segundo alguns criadores, o Westie é como uma ‘sombra branca’, seguindo os donos onde quer que estejam.

macmurph.jpg (10306 bytes)Corajoso e sempre muito alerta, está na 4a posição entre os 10 Latidos de Vigia Mais Eficientes, segundo a classificação do livro "A Inteligência dos Cães", do pesquisador Stanley Coren. No ranking geral de inteligência do mesmo pesquisador, ocupa a 47aposição.

Sua coragem e auto-confiança, podem deixar-lhe em situações um tanto difíceis, porque como boa parte dos terriers, os Westies não parecem reconhecer o seu real tamanho.

Se educados desde cedo, podem conviver tranquilamente com outros animais e cães. Já com as crianças, podem ser excelentes companheiros, desde que elas respeitem os seus limites e não insistam em brincadeiras muito violentas, às quais pode reagir.


Se o adulto caracteriza-se pela atividade, os filhotes têm energia de sobra e precisam aprender desde cedo as restrições que deverão respeitar. Uma boa medida para explorar essa energia e melhorar o relacionamento entre cão e dono, é a socialização precoce e aulas de adestramento de obediência, uma vez que tentar fazê-lo obediente pela violência ou por ‘gritos’ resultará apenas numa grande frustração. Adapta-se muito rápido aos hábitos da casa e às pessoas que o rodeiam.

A escolha de um bom filhote, com boa procedência e antecedentes é uma das principais medidas que o futuro dono deve cumprir. Os filhotes devem apresentar corpo compacto e forte, e a pelagem deve ser limpa/viçosa assim como os olhos devem ser brilhantes e assim como o nariz, devem ser bem pigmentados.westie10.jpg (23899 bytes)

O ideal é que os filhotes não sejam excessivamente tímidos ou medrosos. Devem ser alegres e curiosos a respeito do mundo ao redor.

O Westie pode ainda participar de torneios de mini-agility, onde sua grande agilidade e rapidez são fundamentais para um bom desempenho nas pistas.


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Um dos principais cuidados com a pelagem do Westie é evitar banhá-lo excessivamente. O Westie não deve tomar banhos em intervalos muito curtos e, para mantê-lo limpo e branco, os criadores recomendam que, além da escovação, seja polvilhado bicarbonato de cálcio, que serve como ‘imã’ para a sujeira do pelo. Os banhos em excesso danificam a pelagem dupla do Westie e removem a gordura natural que serve como proteção para sua pele.


Ch. Sweet Sound's King 'O' Rock N Roll.jpg (14614 bytes)Os Westies são cães que, devido à sua história como caçador, tem uma boa resistência. No entanto, são especialmente suscetíveis a desenvolver problemas de pele e alergia como seborréia além de:

  • Alergia Atópica – alergia de pele devido a fatores como ácaros, plantas e alimentos. O tratamento deve ser feito por um veterinário para descobrir a CAUSA da alergia.

  • Catarata Juvenil

  • White Shaker Dog Syndrome – uma síndrome que provoca tremores generalizados e acomete especialmente cães de pequeno porte, entre eles o Westie. Existe uma forte associação entre essa síndrome e a pelagem branca dos cães, o que sugere que o causador deste quadro seja um fator neurológico envolvendo a melanina e os neurotransmissores.

  • Necrose da cabeça do fêmur – doença genética que causa má circulação sangüínea na região do fêmur, podendo levar o cão a mancar. Em casos graves, é necessário uma prótese.

Whippet

Aida Vida Nova - Foto do site Vida Nova Whippets

O Whippet é uma raça relativamente recente, mas sua origem é bastante controversa. Muitas teorias sustentam que a raça teve sua origem bem antes, baseando-se em pinturas e artefatos que trazem como decoração a figura de cães muito semelhantes ao Whippet. No entanto, a teoria mais aceita atualmente é de que o Whippet tenha surgido mesmo no século XIX, a partir do acasalamento de Greyhounds com cães Terriers com o objetivo de produzir um cão especialista na caça à lebres e coelhos e que ao mesmo tempo fosse rápido o bastante na caça dos ratos.billbox.jpg (39083 bytes)

A raça ganhou mais espaço entre os ingleses com a evolução das corridas. Como os Greyhounds eram praticamente exclusivos dos nobres, os whippets foram adotados pelos trabalhadores e camadas mais baixas da sociedade inglesa, chegando mesmo a ser tornar conhecidos como "o Greyhound dos pobres".

O Whippet faz parte de uma grande família canina, os Galgos. Essa família é formada pelo Afghan Hound, Borzoi,Greyhound, Galgos espanhol e italiano,Saluki, entre outros. Foto do site Whippet BrasilAs principais características que une todos os exemplares é de um lado, a forma anatômica de seu corpo, totalmente adequado para o desenvolvimento de grandes velocidades, e a forma pela qual desempenham a caça: são chamados de sighthounds, ou sejam cães que têm uma acuidade visual impressionante e que usam esse sentido para seguir a presa, normalmente tão rápida quanto eles próprios.

A forma aerodinâmica de seu corpo - com linha superior arqueada, pernas longas e muito bem anguladas e a praticamente inexistência de gordura - faz com que alcancem grandes velocidades num espaço muito reduzido de tempo. Segundo os estudos, os Whippets – e os galgos em geral – são cães de ‘tiro’. Isso quer dizer que eles têm atividade muscular do tipo explosiva; como o felino Chita, que corre muito rápido mas tem de pegar a sua presa em pouco tempo porque ele não tem resistência, só potência, podendo atingir até 60 kilômetros por hora.


Foto do site Whippet BrasilAlém de serem exímios corredores e garantirem diversão aos seus proprietários, os Whippets conquistaram seu lugar de destaque na cinofilia por sua personalidade característica. São cães que da mesma maneira que fazem bonito nas pistas de corrida, batendo recordes de velocidade, podem passar horas deitados ao lado dos donos sem se fazer ‘perceber’ por quem quer que seja.

Segundo alguns criadores, um Whippet bem alimentado e educado passa desapercebido por anos, estando sempre à disposição para um carinho. No inverno eles podem se esconder entre as almofadas e você só vai vê-los na hora da comida.

Foto do site Interdog's Latem pouquíssimo e que apesar de terem sido desenvolvidos para as corridas, se adaptam à vida em pequenos espaços. São suas características de excelentes companheiros, brincalhões, extremamente fiéis, afetuosos e independentes, que fizeram do Whippet uma excelente opção como cão de companhia.whippet-corel.JPG (15183 bytes)

Sua constituição física faz dele um excelente companheiro para caminhadas e um exímio praticante de esportes que requerem velocidade e agilidade como agility e flyball.

Na escala de inteligência elaborada pelo pesquisador Stanley Coren em seu livro ‘A Inteligência dos Cães’, o Whippet aparece em 51ª posição entre as raças pesquisadas.

É um cão muito afável mesmo com estranhos e pode se dar muito bem com outros cães.


Foto do site Vida Nova Whippets

Os filhotes de whippet são muito ágeis e brincalhões, donos de uma energia inesgotável. Por isso é bem importante estabelecer logo de cara limites bem claros entre o que pode e o que não pode.

Foto do site Whippet BrasilNa fase de crescimento é muito importante que o filhote seja supervisionado quanto à alimentação, porque, segundo a maioria dos criadores, os filhotes ‘esquecem’ facilmente de que precisam se alimentar ao invés de brincar.

Exercícios são fundamentais para o bom desenvolvimento físico e mental dos filhotes. É importante Ter em mente que os Whippets apreciam muito as corridas ‘livres’, mas por serem cães de caça, é arriscado deixá-los andando soltos – sem guia – em espaços não cercados e seguros, uma vez que, certamente, perseguirão qualquer coisa que chame sua atenção, especialmente outros cães, gatos, ou até mesmo uma folha de papel que esteja em movimento.


Foto do site Vida Nova Whippets

O Whippet possui uma pelagem bem curta e de fácil manutenção. Por essa razão é um cão que dificilmente apresenta cheiro forte, a não ser, claro, que esteja realmente imundo.

Todas as cores e marcações são aceitas de acordo com o padrão da raça, o que torna o Whippet uma raça com uma enorme variedade física. Além Outro disso, outra característica importante é que a cor dos filhotes ainda pode mudar de acordo com a idade. Não são raras as vezes em que um filhote chega aos 8/9 meses com uma pelagem de cor diferente daquela que tinha aos 50 dias.


Apesar de sua aparência ‘frágil’, é um cão muito forte e resistente e, uma vez que receba alimentação adequada e exercícios freqüentes, dificilmente terá problemas graves de saúde.

Devido à baixa taxa de gordura no corpo, deve-se ter cuidado redobrado com eles no inverno, evitando que durmam expostos ao frio.

Yorkshire Terrier




Imagem extraída do site Schweizerischer Yorkshire Terrier Club (Suíça)Yorkshire Terrier é uma raça relativamente recente, tendo sido criada no condado de York, na Inglaterra, a partir do cruzamento de exemplares de cães das raças Manchesters, Malteses, Skyes e Dandie Diamonts. Originariamente, foi desenvolvido pelos mineiros da região que buscavam um cão pequeno e que fosse adaptado para entrar debaixo da terra e caçar pequenos roedores que infestavam a região. Mas o cão fez tanto sucesso que chamou a atenção de criadores que entusiasmados, deram início a um processo de seleção, melhorando seu padrão e obtendo cães maravilhosos.

O Yorkshire foi apresentado pela primeira vez na Inglaterra em 1861 e sua primeira aparição numa exposição canina ocorreu ao redor de 1880. Em 1898, o The Kennel Club da Inglaterra, que acabara de ser criado, o reconheceu com o nome de Yorkshire Terrier e seu primeiro padrão, de 1898, previa 2 grupos de tamanhos: até 2,3 kg (preferidos para a companhia ) e entre 2,3 e 6 kg (preferidos para enfrentar os grandes ratos).
Seu padrão atual determina o peso máximo de 3,150 g.

No fim da Era Vitoriana ele começou sua ascensão social, já que tendo caído nas graças da Rainha Victoria e sendo escolhido como seus cães de estimação, os Yorks tornaram-se companheiros inseparáveis das senhoras da aristocracia e da alta burguesia, que faziam questão de ornamentá-los de acordo com os vestidos que usavam na corte e assim, de caçador de ratos o York tornou-se um cão de luxo, mais de acordo com a imagem que temos desses cães atualmente.

Especialmente por seu tamanho, manteve sua popularidade em alta no mundo todo, sendo escolhido principalmente por pessoas que moram em apartamentos e/ou pequenas casas sem quintal. E por suas características de personalidade, mesmo aquelas que tem enormes espaços, como as apresentadoras Xuxa, Ana Maria Braga escolhem entre os seus cães os amistosos Yorks.

No Brasil, há anos são os campeões de registro junto à CBKC, superando raças tradicionais como os Rotts e Cockers. Infelizmente, esta popularidade não se traduz em qualidade dos exemplares... por isso é fundamental que o futuro proprietário procure criadores sérios, evitando a aquisição de cães muito pequenos (fora do padrão da raça) e/ou com temperamento desviante (cães agressivos ou muito medrosos).


Possui temperamento carinhoso e afável o torna um excelente companheiro muito divertido e devotado, porém, até em razão do seu tamanho pode conviver amigavelmente com crianças, mas não aprecia muito o convívio com outros cães com que, certamente, disputará o domínio do território.

Além de carinhoso, o Yorkshire Terrier se destaca por sua vivacidade e por estar sempre alerta. Como um bom caçador, dará o alarme ao menor ruído, o que pode trazer alguns problemas com a vizinhança. Por essa característica marcante, muitos usam o York como cão de alarme, função que cumpre de forma exemplar.

Apesar do tamanho, o Yorkshire é um cão muito ativo e independente e por isso não se pode dizer que o "colo" seja seu lugar predileto. Talvez a melhor posição do Yorkshire seja: perto do dono sim, mas não necessariamente em cima dele. Mesmo sendo bastante "independente" o York não gosta de ficar muito tempo sozinho e, se puder, segue os passos do dono onde quer que ele vá.

O Yorkshire não está entre as raças mais obedientes. Segundo o livro A Inteligência dos Cães, de Stanley Coren, comparando 133 raças, ocupa o 27º lugar e é o primeiro entre os Terriers. Conforme descreve Stanley, raças com tal posição costumam obedecer a uma ordem 70% das vezes ou mais. Apesar disso, é um cão capaz de resolver problemas sozinho, analisando causa e conseqüência dos acontecimentos.


Os Yorkies não devem ser comprados antes de 10 semanas de vida, mas somente a partir da 12ª semana. Isso porque ao contrário de raças maiores, Yorkies ainda podem ser facilmente traumatizados antes de 10 semanas de vida e também podem, mais facilmente, contrair doenças e não sobreviver devido ao seu pequeno porte.

Os filhotes nascem pretos com o dourado quase marrom e não totalmente distribuído. Com o passar do tempo, sofrem profundas modificações e apenas após 18 meses é que adquirem sua pelagem e tonalidades definitivas, quando o dourado se alastra e as cores clareiam. Devido a essa verdadeira metamorfose, consta que alguns criadores inexperientes sacrificaram ninhadas inteiras de yokies por acharem que se tratavam de mestiços.

Outra dúvida comum diz respeito às orelhas... Normalmente os filhotes a partir de 3 meses de idade já devem ter as orelhas corretamente posicionadas mas nem sempre isso acontece... Recomenda-se que o proprietário procure um veterinário especializado para que ele coloque uma bandagem que deve ser usada até que as orelhas fiquem corretas. O tempo do uso da tala depende do tamanho e rigidez da cartilagem das orelhas.


Segundo o padrão da raça, o Yorkshire deve ter duas cores: o azul-aço escuro (cinza-brilhante quase preto tendendo ao azulado) e o fulvo (amarelo-tostado), sendo que uma cor não pode invadir a outra e nem as duas se mesclarem. Começa nesta definição o calvário dos criadores, uma vez que o azul-aço não deve ser escuro demais a ponto de ficar preto, e nem claro, parecendo prateado. Quanto aos pêlos fulvos, são levemente mais claros nas pontas do que nas raízes, e produzem um colorido dourado intenso.

A coloração azul-prateado, embora proibida pelo padrão é freqüentemente obtido por criadores.

É bastante comum a reclamação de proprietários que adquirem cães sem procedência e que nunca ficam com a pelagem exuberante dos yorks de qualidade e que frequentam exposições... A genética nestes casos é um fator muito importante, mas o cuidado com os pelos é fundamental!

Sua pelagem deve ser abundante e necessita de cuidados para manter-se limpa e desembaraçada. Os banhos podem ser semanais, utilizando shampoo neutro, condicionador (pode ser humano, para cabelos secos) e finalizando com condicionador "leave-in" (sem enxague). Precisam de escovação freqüente para evitar a formação de nós, de 3 a 7 vezes por semana, dependendo do tamanho e volume da pelagem. Utilize uma escova de pinos, dando maior atenção ao pescoço, orelhas, parte interna das coxas e "axilas". Tente não arrancar ou cortar os nós, é melhor desfazê-los com as mãos. Finalize com o pente, dando especial atenção a orelhas, patas e rabo. Esses cães também podem ser tosados para facilitar a manutenção: além de aparar os pelos com a tesoura, pode-se passar a máquina sob as patas, entre os dedos, parte interna das orelhas e genitais sem comprometer a beleza. Para que ele tenha melhor movimentação, costuma-se prender a "franja" sobre a testa liberando assim a visão de seus olhos.

Para cães que frequentam exposições, é essencial a aplicação de papelotes na pelagem em todo o corpo. O pelo deve ser trimado curto na ponta das orelhas.

Outro cuidado importante e frequentemente desprezado pelos proprietários diz respeito ao uso de ´roupinhas´. Cães de pelo longo não precisam de roupas para aquecê-los, pois o próprio pelo faz uma capa térmica protegendo os cães da temperatura. O ideal é que se coloque uma cama de cobertor, não uma roupa.


Um cuidado especial deve ser tomado pelos donos e futuros donos de Yorks: nunca adquirir exemplares de pais muito pequenos, uma vez que estes são considerados mais "agitados" e excessivamente excitáveis além de serem mais propensos a terem problemas de saúde. Por isso, considere sempre o padrão da raça, que estabelece como peso ideal 3 Kg. Infelizmente, a procura por exemplares pequenos criou termos oficialmente inexistentes, como "micro" ou "zero", por isso, todo cuidado é pouco na hora de adquirir um filhote.

  • Fechamento tardio da moleira
  • Hérnia
  • Dentição dupla
  • Luxação patelar - deixa o cão manco. Deve-se evitar o cruzamento de cães com a doença.
  • Fêmeas podem apresentar dificuldades no parto, exigindo acompanhamento constante de um veterinário.

Afghan Hound












A origem do Afghan Hound, considerada uma das mais belas e exóticas entre todas as raças, é muito antiga e perde-se no tempo. Por isso mesmo, sobram lendas a respeito da raça, que teria sido, segundo relatos, o representante da espécie canina na arca de Noé.

Alguns historiadores baseiam-se em um manuscrito chinês para provar que o Afghan, conhecido como Tazi em seu país de origem, seria o descendente direto dos primeiros canídeos que habitavam as estepes asiáticas 100 mil anos antes da era cristã.

A palavra Tazi, utilizada pelos afegãos para o nome da raça também significa ‘rápido’ ou ‘branco’ e também seria o nome de uma cidade entre Ghazni e Kandahar, que o sultão Muhmud de Ghazni havia dedicado aos Afghans que teriam ajudado a conter uma invasão hindu.

Veschnost kennels Todas essas hipóteses na verdade dificilmente serão passíveis de comprovação, mas dão uma boa idéia do fascínio que estes cães despertam.

O que parece certo é que o Afghan foi abordado, pela primeira vez, numa aquarela publicada na obra de Thomas D Broughton, chamada ‘Cartas escritas em um campo de Mahratta’, em 1809.

O primeiro Afghan ‘real’ chegou à Inglaterra em 1907, levado pelo capitão John Barff e exposto no Palácio de Crystal em outubro daquele mesmo ano.

Outros cães começaram a chegar à Europa a partir daquela data e provocaram grande discussão entre os criadores, uma vez que o tipo físico deles era bastante heterogêneo, chegando-se mesmo a considerar a divisão da raça em duas, em 1962. A proposta de divisão foi feita por uma juiza baseando-se nas diferenças entre os afghans ‘do deserto’, também chamados de ‘bell murray’ e os afghans ‘das montanhas’, ou ghazni. A principal diferença entre os dois tipos era o tamanho dos cães, sendo que os do ‘deserto’ eram muito maiores do que os ‘da montanha’ e os ‘da montanha’ tinham uma pelagem muito mais longa do que os ‘do deserto’. De qualquer forma, o padrão oficial do Afghan, escrito apenas em 1933, contemplava os dois tipos físicos.

Na sua terra natal, os Afghans foram utilizados para um grande número de tarefas: eram utilizados para entrega de correspondências, como cão de caça à gazela e à lebre, e até mesmo como cão de defesa de propriedades. Apesar das tarefas distintas, todas tinham em comum o fato de que o Afghan é um cão anatomicamente desenhado para desenvolver grande velocidade, o que lhe rendeu ainda a tarefa de cão de corrida, que ainda é praticada em muitos países, especialmente na Inglaterra e Estados Unidos.


Club Français des Amateurs de Lévriers d'Asie Persans & AfghansO Afghan Hound, até em função de suas atividades originais, que obrigavam que ele mesmo tomasse suas decisões, não é um cão de atitudes submissas e devotadas. Isso não quer dizer que ele não se apegue aos donos, mas sim que só vai obedecer se quiser.

Para aqueles que esperam um cão que siga o dono pela casa, o Afghan é totalmente contra-indicado. No entanto para aqueles que desejam um cão mais independente, que não fique pedindo carinho e solicitando atenção, o Afghan pode ser uma boa pedida. Alguns criadores sintetizam esse traço de comportamento afirmando que o Afghan tem um comportamento muito mais ‘felino’ do que canino.

É um cão bastante tranquilo, que pode até viver em pequenos espaços, mas que precisa fazer exercícios regulares para se manter saudável e em forma, uma vez que sua estrutura física foi moldada para esta finalidade.

Não costuma latir em excesso. O relacionamendo do Afghan com crianças é controverso e normalmente os criadores afirmam que a disposição de brincar e respeitar crianças varia muito de acordo com cada exemplar, o mesmo valendo para o convívio com outros cães e gatos... Alguns podem conviver relativamente bem e outros não. Agora... com certeza é melhor evitar a presença de roedores na mesma casa, uma vez que em sua origem o Afghan era, antes de mais nada, um caçador e são grandes as chances de acontecer um ‘acidente’.

Na classificação do pesquisador Stanley Coren, em seu livro ‘A Inteligência dos Cães’, o Afghan é o último colocado. Isso não quer dizer que a raça seja ‘burra’, mas que simplesmente que eles não fazem a menor questão de obedecer a comandos.


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Filhote com 6 semanasFilhote com 7 meses

O filhote de Afghan passa por uma transformação total até chegar aos dois anos. Logo que nasce não lembra nem de longe a elegância de um adulto. Tem a cara chata, focinho curto e poucos pêlos.

Aos poucos, começa a ‘parecer’ um Afghan e a partir dos 3 meses fica mais fácil de identificar as características da raça.

Como todos os filhotes, o Afghan precisa, desde cedo, perceber quais são os seus limites de maneira clara. Especialmente devido ao seu temperamento independente, aulas de obediência devem ser feitas preferencialmente pelo proprietário e de maneira que o filhote sinta-se estimulado constantemente, caso contrário as aulas podem ser uma grande frustração para o proprietário.

Não se deve perder de vista o fato de que o Afghan tem um temperamento muito típico, mas que corretamente estimulado pode ser um cão bastante obediente.

Um dos principais cuidados que se deve ter com o filhote é proporcionar bastante atividade física, mas nunca se deve soltar um afghan (mesmo depois de adulto), num espaço sem proteção de grades, caso contrário o cão pode facilmente escapar e será muito improvável que o proprietário consiga alcançar um Afghan correndo.

Caso o cão more em casa com quintal, deve-se ter o cuidado de aumentar o muro para uma altura segura. Afghans conseguem pular grandes alturas com relativa facilidade.


Veschnost kennels

Uma das principais características da raça é sua pelagem longa e exuberante. No entanto essa mesma pelagem é uma das principais dificuldades da manutenção da raça.

O Afghan precisa de escovações regulares, um processo que, num cão adulto pode levar mais de 2 horas.

O banho deve ser dado semanalmente e o pelo deve ser desembaraçado ANTES, caso contrário, a formação de nós é inevitável. A secagem deve ser feita com muito cuidado, para que o pelo não quebre e evitando o surgimento de fungos e outros problemas relacionados à pele.

O Afghan costuma perder o pelo ‘infantil’ em torno dos 9 meses. A partir desta idade a escovação deve ser, de preferência, diária, visando ajudar na troca de pelo. O mais importante, no entanto, é acostumar o filhote desde cedo a esta rotina de escovação que fará parte do seu cotidiano.

Alguns Afghans possuem uma espécie de barbicha, chamada de mandarim, que confere ao cão um aspecto ainda mais exótico e aristocrático.

Durante o verão há uma tendência do Afghan perder mais pêlos, mas não a ponto de espalharem pela casa como ocorre com raças sujeitas à muda. Neste período, pode-se escovar a cada dois dias para removê-los.


Club Français des Amateurs de Lévriers d'Asie Persans & Afghans

A raça admite todas as cores. No entanto algumas são mais valorizadas do que outras, especialmente devido à sua pequena frequência de aparecimento.

As cores mais comuns são: marfim, dourado (numa grande variedade de tons que vai desde o creme ao acaju), azuis, tigrados e cinzas. Uma das mais raras é a chamada ‘dominó, que é o creme acompanhada de um tom cinzento/azulado no dorso.

Em qualquer uma das variedades, é aceito que os cães tenham máscara preta no focinho.

Um dado importante sobre a coloração do Afghan é que ela só é considerada definitiva após o cão ter feito a primeira troca de pelos com 9 ou 10 meses.


Normalmente os Afghans são cães fortes e resistentes, não havendo registro de doenças específicas da raça. No entanto, de maneira geral tem predisposição para desenvolver alguns problemas:

  • Otite – especialmente pelo formato de suas orelhas mais longas. A prevenção é basicamente feita com a limpeza semanal dos ouvidos para diminuir os riscos de infecção.
  • Tártaro e problemas de gengivite
  • Raquitismo – em função de seu rápido crescimento, está sujeito a raquitismo, que pode causar deformações ósseas e dificuldade na locomoção. Em filhotes é possível evitar ou corrigir a doença. Mas nos adultos não há cura.
  • Catarata juvenil – que pode levar o cão a ficar cego